quarta-feira, 3 de setembro de 2008

What can happen more?

Um sábado a noite, uma bela lua no céu e um dia realmente intenso. Um convite perfeito para uma caminhada; para que pegar táxi com uma noite dessas? Lá fora estava tudo lindo, enquanto aqui dentro fervilhava.
Logo de manhã abro a janela do meu quarto e dou um bom dia ao mundo. Meto o pé esquerdo no pé da cama dando um grito de felicidade, enquanto profetizava o maravilhoso dia que teria pela frente; que no fim entraria para o lado obscuro da memória.
Andava com passos curtos (os únicos que este enorme corpo permite) enquanto divagava, pensava demais em tudo que acontecia comigo; tanto que me esquecia que estava andando altas horas da noite por aí e parava em outro lugar que nada tinha haver eu estar.
Dizia algumas palavras desconexas em inglês, só porque é divertido falar asneiras em outra língua, quase ninguém entende mesmo. “O que mais pode acontecer hoje?”. Nisto descubro que sou vidente ao avistar dois caras em uma moto se aproximando. Fudeu! “Passa a carteira!”. Queria ri, mas de fato a única coisa que fiz foi tremer. “Obrigado por responder minha pergunta.” Pensei em fração de segundos (tem gente que pensa na vida toda, pois é, não fiz isso, deve dar muito trabalho.). Pode levar o dinheiro, mas deixa os documentos aí, meu! Ta, pega logo isso!
Tirando os meus únicos dez reais, pude ver um desapontamento na cara do sujeito. Digno de dó, imagine só, eles deixam a segurança do lar para ir encontrar algum infeliz que esteja vagando pelas ruas, pede educadamente a carteira do mesmo e ainda são chamados de ladrões; é, mereciam coisa melhor, coitados.
Enquanto isso o garupa ficava fingindo ter uma faca por baixo da roupa, diga-se de passagem, uma imitação bem falsa, afinal pra que tudo aquilo? Tava em desvantagem, tae-kwon-do nessas horas não serve pra nada.
“Se eu fosse maior, vocês iam ver”. (lógico que abri a boca pra falar isso pros sujeitos, mas meus dentes tremiam demais, nisso acabei não conseguindo… mas coitado deles se eu conseguisse parar de tremer.).
Ainda com aquela cara de cachorra, quer dizer, cachorro sem dono, me pergunta se tenho algo mais, olhando dos meus pés até a cabeça. Se ele metesse um pouquinho mais de medo teríamos uma calça molhada.
“Tenho mais nada, cara” nisso pede o celular, eu entrego e eles vão embora felizes da vida para sei lá onde (puta que pariu?). Um cara que assistia tudo do outro lado da rua vem me perguntar se era um assalto. Eu tava tão feliz que até minha ironia havia se escondido dentro da minha boca. Ele no final me disse que achava que eu tava batendo um papo com os sujeitos e que vagabundo é (sic) foda.
Eu só pensava em ir pra casa, deixei o sujeito, agradeci a atenção e fui caminhando pelos poucos metros que faltavam procurando algum carro velho para me jogar na frente ( velho porque não queria dar mais prejuízo, lógico.)
Ninguém poderá falar que não fui macho, fui mais macho que muita gente, na minha cabeça dei uma surra neles até que um saiu aleijado e outro desaparecia correndo enquanto dançava a macarena, porque eu tinha mandado! (E tenho dito.). Ta que eu tinha uma trinta e oito na mão, dois metros de altura e alguns músculos a mais, mas isso são apenas detalhes. 
Rondonópolis está virando metrópole, pessoal… E eu descobri que Deus pode até ser brasileiro, mas entende perfeitamente inglês.

¹(A pedidos está aí o grande épico sobre as aventuras do Herr V…lendo posts assim, descubro que minha vida é interessante HAHA :P)
²(Estou descobrindo que minha mente é hiperativa…isso é algum problema grave? o.o)
³(Já pensaram em assistir o horario eleitoral? Todo mundo deveria assistir, eu fico rindo demais com tudo aquilo…A democracia é o regime mais engraçado do mundo, fato! o/)
(Sábado descobri que ter mal de Parkinson deve ser horrível o.o… Shits happens).
Não se perca por ae, Kinder.
Guilherme” Varga

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