domingo, 2 de novembro de 2008

O Começo de Uma História

Babaçunapapa (todo nome indigena tem que ter p e b, se não de fato não o é. Pirassununga, Babaçu, Pinhamonhangaba e etc…) estava sentado perto da elevação de terra que viria a se chamar Porto Seguro (por agora um monte sem nome ou rotulações) a ver aquele infinito azul de águas que acabavam no horizonte. Belas índias nuas passavam ao seu lado, mas para quê olha-las? Via aquilo todo dia, nada demais, tudo ali era normal, peitos e bundas sempre são as mesmas coisas.
Seu filho chegou ao lado e encostou a cabeça em seu ombro, a mulher vinha logo atrás bem no momento em que ele soltou um berro. Ahhh! O fim do mundo! Os Deuses estão vindo!
Enormes canoas vindas do horizonte não era algo de se ver todo dia. Oras baba, não há de ser nada demais, é imaginação sua, disse-lhe a mulher que tentava tranquiliza-lo.
Nessa hora já era para toda tribo estar correndo um contra o outro em desespero ou se armando contra possíveis invasores divinos, mas meu rei, estamos na Bahia, então não é de se estranhar que todos estavam em suas redes(exceto Baba).
Estranhos estão vindo, estranhos estão vindo! saiu gritando ele em direção do chefe da tribo. Mas oxi menino, se aquete, já vou providenciar defesa.
Nisso o chefe se levantou preguiçosamente, colocou umas peninhas falhas na cabeça e pegou seu arco e flecha, alguns o seguiram enquanto outros preferiram continuar na rede pois estava bom demais.
Desceram em fila indiana com uma cara de sono fora do comum. O chefe das peninhas falhas, seguido pelo Babaçunapapa e seu filho, e mais uns desengonçados.
Chegando à praia, já havia aparecido aqueles estranhos com aparatos mais estranhos ainda (que nós chamamos de cruz, espada, lança, mosquete) e roupas bizarras. Atrapalhadamente todos os índios apontaram suas flechas na direção deles, enquanto estes arregalaram os olhos.
Os índios tremiam um pouco é verdade, mas os estranhos também. É certo que aqueles barbudos com o sexo tampado e um capacete bizarro poderia dar fim a toda aquele impasse com um tiro pro ar, mas as flechas dos nativos estavam afiadamente perto demais de seus rostos e convenhamos, se alguém nu lhe aparecesse do nada também se assustaria.
E assim ficaram a se olharem, os barbudos além mar quase borrando as calças por causa das setas dos indigenas, e estes tremendo por achar que o fim do mundo havia chegado e não poderiam mais deitar em suas redes.
Um dos estranhos deu um passo a frente e foi tentar comunicação, começou a falar como se os indigenas fossem surdos. Deixa disso, barbudo…falamos como vocês. E todos acabaram rindo de tudo, tem quem diga que alguns sambaram e as índias se deitaram com os barbudos fazendo surgir a primeira fofoca nessas terras. 
O resto é historia… vocês já sabem.
¹(Os índios falam português, inglês e outra lingua que não sei…principalmente para vender bugigangas ou mandar turistas para o lugar onde não bate o sol ;x)
²(Tupi or not Tupi: That is a lenguage… Se dependesse de alguns patriotas ao extremo, falariamos tupi, dormiriamos em rede e eu me chamaria Pananubaru. HAHA!)
³(O mar não é azul, é cinza e tenho dito! A praia de dia não vale muito a pena, mas de noite, meu Deus. só faltou companhia. :x)
*(Axé, uhuuuullll -_-)
Explicação: “Querida, não é isso que você está pensando” pois bem, poderia começar assim a explicar minha ausência, mas serei direto. Estava de férias e como podem ver, estou péssimo para escrever. Voltei de Porto Seguro bahiano totalmente e tocando berimbau. Peço desculpa aos leitores, se ainda existe algum, pode voltar a ler isso daqui, porque a depressão pós-porto passou e a normalidade se instalou. Irei em breve fazer um post sobre porto HAHA! (6)
“Vai ver é assim mesmo, vai ser assim pra sempre, vai ficando complicado e ao mesmo tempo diferente.”
Guilherme”


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