Eu acredito que todo escritor tem dentro de si uma parte louca e outra megalomaníaca. Sim, e diria mais, a megalomania destes artesãos de palavras vai mais do que só se acharem grandes demais para que nada lhes acertem dentro de sua escrita (o que não me afeta, e isso se traduz na altura... humildade de berço). Não, isso não é limite.
Diria que é uma “megalomania atéia”, daquelas em que Deus não existe, não naquele mundo que ele escreve. Tal mundo é seu, somente seu, fica dentro de sua própria cabeça e o destino, há, este não foge de suas mãos igual acontece a nós, pobres mortais.
E citando nossas pobres almas leitoras, venho dizer que nós, enquanto espectadores de um mundo que foge do nosso controle, de palavras que nos levam as vezes forçadamente à cenas impróprias e muitas vezes de mal gosto (até porque qualquer cena da qual não queríamos que ocorresse, acaba tornando de mal gosto), somos todos masoquistas.
Masoquistas ao ver coisas que não possuímos controle e mesmo assim, querer mais daquele mar de letras que podem nos afogar a qualquer momento, com alguma onda inesperada que acaba por derrubar a pequena jangada formada de papel que nos sustentam.
Pobres fiéis que querem sentir a dor do papel, uma dor que não é sua, que é daquele senhor do século passado traído pela sua esposa, ou daquela mulher que sofria a espera do seu homem que vinha de além-mar e do qual, o autor já sabia, não iria mais voltar.
E eles, os escritores, chegam ao ponto de serem cruéis, sádicos, nos deixam em plena expectativa, em uma curiosidade que nos corrói por dentro e molham nossos rostos com lágrimas quando querem, e muitas vezes, quando não queremos.
Mas não os culpo por tudo isso, apesar deste lado megalomaníaco e sádico, devo elogiá-los; eles ainda nos proporcionam, quando estão em seu ápice de inspiração, momentos bons, paisagens agradáveis e sentimentos que talvez nunca sentimos (ou sentiremos).
No final desse discurso, um tanto quanto protetor dos leitores contra os escritores e sua sina de nos levar por sentimentos através de palavras que nos deixam confusos e esperançosos sempre de algo; eu só posso concluir que tudo isso acaba com uma das maiores dúvidas da humanidade.
Quem é Deus? Deus? Ele é um escritor.------------------------------------------------------------
1- E no fundo, Deus sendo escritor escreve seu livro com uma gramática impecável, mas sua letra é tão ou mais torta que a minha...haha, não pude deixar de lançar o clichê
2- Meu Deus, Franca continua a mesma...
3- E o tempo sempre passa e voltamos ao status quo...o que não é tão ruim assim.
3- Há, é isso por hoje, companheiros... (estranho, cadê meu dedo mindinho?)
"My actions are dictated by the phase of the moon
The phase of the moon"
The phase of the moon"
Guilherme" Varga

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